Acupuntura e ioga podem ajudar no tratamento da depressão

Atividade Física

Na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, um grupo com depressão leve a moderada foi submetido a 30 minutos de esteira, três vezes por semana. O resultado foi melhor do que o observado entre o grupo que só tomava remédio. "É que a prática, sobretudo de atividades aeróbicas, libera endorfina, que resulta na sensação de prazer e bem-estar", diz Ricardo Monezi, psicobiólogo do Instituto De Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Meditação
"Na Inglaterra é comum os médicos indicarem meditação para os pacientes com casos graves de depressão", afirma a psicobióloga Elisa H. Kozasa, da Unifesp. A especialista realizou uma pesquisa com 33 pessoas ansiosas, de 18 a 65 anos, que tiveram redução da depressão e relataram bem-estar geral após meditarem diariamente por 20 minutos. "A prática controla a respiração e a ansiedade. Faz com que a pessoa tenha mais consciência do corpo e saiba dissipar as visões negativas. É uma aliada para evitar recaídas", diz Eliza.

Acupuntura
A milenar técnica chinesa, feita com agulhas, tem sido testada até em gestantes deprimidas. Um estudo da Universidade Stanford (EUA), com 52 mulheres que se submeteram a 12 sessões de 25 minutos, concluiu que elas obtiveram até 50% de melhora nos sintomas.

Trabalho voluntário
Segundo o psicobiologo Ricardo Monezi praticar o altruísmo proporciona diversos benefícios físicos ligados aos sintomas de depressão: melhora a memória, torna os pensamentos mais claros, distrai a mente, aumenta a imunidade, dá resistência ao corpo e reduz substâncias ligadas ao estresse negativo.

Ioga
Pesquisadores da Universidade de Boston (EUA) concluíram que a modalidade, que une alongamento, meditação e respiração, age diretamente no sistema nervoso central, proporcionando calma e relaxamento. Mas a prática deve ser regular, pelo menos uma vez por semana.

 

Terapias convencionais

 

Antidepressivos

Sobretudo nos casos graves, os experts recomendam drogas que favorecem as atividades das células nervosas. "Mesmo após a melhora ou o desaparecimento dos sintomas, o tratamento jamais deve ser interrompido, pois pode potencializar os riscos de um novo episódio da doença no futuro", diz o psiquiatra Marcos Gebara.

Psicoterapia

Tem sido usada como complemento eficiente ao tratamento medicamentoso. "O acompanhamento psicológico faz com que a pessoa tenha consciência dos dramas enfrentados e aprenda a gerenciar melhor seus conflitos e os sintomas da síndrome", explica Ricardo Monezi. A linha da terapia interpessoal aprimora a capacidade de lidar com os problemas.

Terapia Comportamental Cognitiva (TCC)

"O tratamento estimula o paciente a desabafar e a modificar visões distorcidas da realidade, adotando novas formas de agir. Pode ser feita em conjunto com outros tratamentos", afirma a psiquiatra Alexandrina Meleiros.

Fonte: M de Mulher